Eu sou apenas alguém. Ou até mesmo ninguém... Talvez alguém invisível que a admira à distância sem a menor esperança de um dia tornar-me visível.
E você? Você é o motivo do meu amanhecer e a minha angústia ao anoitecer.
Você é o brinquedo caro e eu a criança pobre, o menino solitário que quer ter mais do que pode. Dona de um amor sublime mas culpada por querê-lo como quem a olha na vitrine, mas jamais poderá tê-la.
Eu sei de todas as suas tristezas e alegrias, mas você nada sabes.
Nem da minha fraqueza, nem da minha covardia... nem sequer que eu existo.
E como um filme banal entre o figurante e a atriz principal, meu papel era irrelevante para contracenar no final.
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